Propriedades do Chá-Mate

17/06/2009

erva_mate

As primeiras pesquisas

Em antigos compêndios medicinais, encontram-se declarações curiosas a respeito da erva mate. Citando nomes estrangeiros, em grande parte desconhecidos, essas publicações anunciavam que o uso da infusão, em pouco tempo, “refaz da fadiga e excita ao trabalho”. Uma das mais entusiasmadas declarações deve-se ao dr. Doublet, médico francês que, em sua “Tese Sobre o Mate” apresentada em 1885 na Faculdade de Medicina de Paris, assegurava que “a principal propriedade do mate consiste em duplicar a atividade sobre todas as formas: intelectual, motora e vegetativa, produzindo facilidade, elasticidade e agilidade físicas, sensação de força e bem-estar.”

Um dos primeiros estudos científicos mais detalhados sobre as propriedades da erva mate realizado em terras brasileiras deve-se a Joaquim Monteiro Caminhoá, professor de Botânica Médica, que publicou em fascículos, entre 1877 e 1884, seus Elementos de Botânica Geral e Médica, durante muito tempo considerado o melhor trabalho de botânica médica escrito no Brasil.

No final do século XIX, as pesquisas apontavam grande vantagem para a erva mate, em comparação com outras infusões:

Componentes

Chá Verde

Chá preto

Café

Mate

gr.

gr.

gr.

gr.

Óleo essencial

7,900

6,000

0,410

0,010

Clorofila

22,200

18,140

13,660

62,000

Resinas

22,200

36,400

13,660

20,690

Teína (Cafeína)

4,300

4,600

2,660

2,510

* Fonte: Dr. Theodoro Peckolt, em Ilex Mate/Romário Martins

Caracterização química da erva mate

Ilex paraguariensis pode ser apreciada sob o aspecto químico bromatológico, ou como matéria-prima de vários subprodutos. Como foi visto, os indígenas a utilizavam por conhecerem suas virtudes, como aumentar a resistência à fadiga e reduzir a sede ou a fome.

As investigações químicas relativas à erva mate iniciaram-se em 1836, constatando a presença de diversas substâncias resinosas, matéria corante amarela, ácido tânico, etc. A identificação do principal alcalóide, a cafeína, ocorreu em 1843. Em 1848 foi descoberto o ácido do mate – o ácido café-tânico, já conhecido das sementes do café.

Em 1944, foram identificados como constituintes da erva mate os seguintes compostos: água, celulose, gomas, dextrina, mucilagem, glicose, pentose, substâncias graxas, resina aromática (formada por uma mistura de oleína, palmitina, lauro-estearina e um óleo cujas características muito se aproximam da cumarina), legumina, albumina, cafeína, teofilina, cafearina, cafamarina, ácido matetânico, ácido fólico, ácido caféico, ácido virídico, clorofila, colesterina e óleo essencial. Nas cinzas encontram-se grandes quantidades de potássio, lítio, ácidos fosfórico, sulfírico, carbônico, clorídrico e cítrico, além de magnésio, manganês, ferro, alumínio, e traços de arsênico.

Os principais componentes da erva mate podem ser associados nos seguintes grupos:

Polifenóis – Flavonóides: em geral constituem 20-30% da composição da erva mate, são solúveis em água, incolores, e são responsáveis pelo gosto adstringente do mate. Sabe-se que a qualidade da erva mate beneficiada é positivamente correlacionada com a concentração de flavonóides. A alta concentração de materiais polifenólicos confere excelentes características químicas à erva mate. Os principais flavonóides encontrados na erva mate são a rutina, a quercetina-3 e o canferol-3-rutinosídeo.

Alcalóides: cafeína, teofilina e teobromina são os três alcalóides estreitamente relacionados encontrados na erva mate, e são os compostos mais interessantes sob o ponto de vista terapêutico. A riqueza em alcalóides varia com a idade da planta, diminuindo com o aumento desta.

Taninos: a presença de substâncias tânicas, responsáveis pela adstringência (aroma) da erva mate, é conhecida desde o final do século. Pode-se encontrar: ácido clorogênico, ácido 3,4 dicafeoilquínico, ácido 3,5 dicafeoilquínico, ácido 4,5 dicafeoilquínico, ácido 3-cafeoilquínico, ácido 4-cafeoilquínico, e ácido 5- cafeoilquínico.

Aminoácidos: alguns dos aminoácidos que podem aparecer na erva mate são os seguintes: ácido aspártico, ácido glutâmico, glicina, alanina, triptofano, cistina, arginina, histidia, lisina, tirosina, valina, leucina, isoleucina, treonina, metionina e asparagina.

Vitaminas: entre as vitaminas presentes no mate temos a vitamina C (ácido ascórbico), a vitamina B1 (tiamina), a vitamina B2 (riboflavina), o ácido nicotínico, a vitamina A, o ácido fálico, e também derivados do ácido pantotênico. Os teores vitamínicos dosados na infusão ficam reduzidos, na melhor da hipóteses, a cerca de 1/30, quando comparado com a erva mate, que não é a porção comestível do produto.

Componentes voláteis: estão presentes no óleo volátil, cujo teor já foi relatado por Peckolt, em quantidades reduzidas (0,001 a 0,005%), apresentam coloração amarelada, e têm um cheiro agradável, que traduz o aroma característico do mate. Como constituintes do óleo volátil podemos citar: ácidos graxos, ácido fórmico, ácido acético, ácido propiônico, ácido butírico, ácido valeriânico e ácido capróico. Um total de 196 componentes voláteis foram identificados no óleo volátil, sendo que muitos provavelmente são resultantes da degradação térmica dos carotenóides, ácidos graxos, degradação hidrolítica, ou formados pela reação de Maillard, durante os processos de secagem e torrefação.

Componentes minerias: as concentrações de minerais são específicas não somente para a espécie, idade e tecido, mas dependem também do ambiente. Diversos fatores controlam o teor de minerais nos vegetais, principalmente o genético.

Saponinas: são substâncias glicosídeas com a propriedade de provocar, em soluções aquosas, a formação de espumas. Devido à redução da tensão superficial, apresentam ação detergente e emulsificante. São responsáveis  pelo índice de amargor e de espuma da erva mate.

Clorofila: é responsável pela coloração da erva mate durante seu processamento.

Carotenóides: constituem apenas 0,03 a 0,06% da erva mate, mas são importantes na formação do aroma. Estes compostos incluem: caroteno, luteína, zeaxantina, violaxantina e outros.

Lipídios: a presença de ácidos graxos insaturados derivados dos fosfolípidios é significativa na geração do aroma da erva mate. Os principais ácidos graxos são os ácidos palmítico, oléico, linoléico, esteárico, araquídico e palmitoléico. Pode ser também identificada  uma resina aromática no produto, formada por uma mistura de oleína, palmitina, lauro-estearina, e de um óleo cujas características muito se aproximam da cumarina.

Além de: Ácidos Orgânicos, Proteínas, Celulose, Lignina e Enzimas

Propriedades terapêuticas

Segundo a literatura especializada, o mate é uma bebida estimulante que elimina a fadiga e estimula a atividade física  e mental, atuando beneficamente sobre os nervos e músculos.

A cafeína exerce efeito sobre o sistema nervoso central, estimulando o vigor mental. Com vitaminas do complexo B, o mate participa do aproveitamento do açúcar nos músculos, nervos e atividade cerebral do homem; vitaminas C e E agem como defesa orgânica e são benéficas para os tecidos do organismo; sais minerais, juntamente com a cafeína, ajudam o trabalho cardíaco e a circulação do sangue, diminuindo a tensão arterial, dado que a cafeína atua como vasodilatador. Em tais situações, também pode ser suprida a sensação de fome.

0 mate favorece a diurese, sendo de grande utilidade nas moléstias de bexiga. Atua também sobre o tubo digestivo, ativando os movimentos peristálticos, facilita a digestão e suaviza os embaraços gástricos, favorecendo a evacuação e a mictação.

O conhecimento atual

As pesquisas atuais pouco acrescentaram, no essencial, às conclusões do Dr. Peckolt. Os componentes químicos destacados por Glênio Fagundes, em 1984, apontam a presença de vitamina B1, cálcio, ferro, fósforo e manganês, confirmando as propriedades terapêuticas da erva mate como estimulante, diurético e facilitador da digestão.

As maiores mudanças foram registradas na tecnologia do beneficiamento, que colocou diferentes opções para o consumidor. Entre 1994 e 1995, o consumo da erva mate  na apresentação ready-to-drink cresceu 190% no mercado brasileiro.

Existe hoje uma infinidade de usos industriais identificados para a erva mate, além do tradicional chimarrão, do tererê e do chá mate. O extrato de folhas, a clorofila, os óleos essenciais, a cafeína, os flavanóides e as saponinas contidas na erva mate podem se transformar em sucos, refrigerantes, corantes, sorvetes, chicletes, medicamentos, material esterilizante, elemento de reciclagem, perfumes, desodorantes, cosmésticos ou sabonetes, ampliando enormemente as possibilidades de mercado para o produto.

Essas novas perspectivas de mercado exigem maiores investimentos em pesquisa, a fim de aprofundar o conhecimento técnico e científico sobre a erva mate e, ao mesmo tempo, evitar a pressão excessiva sobre os ervais nativos, na busca de aumento de produção e produtividade.

O mate e as novas técnicas

A facilidade na produção e o mercado seguro garantem vida longa à erva mate,  mas também podem significar sua destruição. Seduzidos pelas técnicas que aumentam a massa de folhas das erveiras – tipo de poda e maior exposição ao sol -, muitos agricultores estão retirando a cobertura florestal. É um processo mascarado de desmatamento, que consiste em retirar progressivamente as árvores que “competem” com a erveira dentro da floresta.   Num artigo publicado pela revista Ciência Hoje, a pesquisadora Sandra Rosa Andrade, da Escola de Florestas da Universidade Federal do Paraná, alerta para os riscos desses métodos. Diz a pesquisadora: “os ervais nativos precisam ser protegidos, pois o material genético utilizado hoje é constituído basicamente de sementes de árvores matrizes selecionadas visualmente. Ainda são poucas as áreas produtoras de sementes, e raros, no Brasil, estudos de bancos de germoplasma de Ilex paraguariensis e de espécies aparentadas”.

A falta de matéria-prima originária de ervais nativos leva, consequentemente, à necessidade de aprimoramento das pesquisas genéticas para obtenção de melhores resultados nos ervais plantados. Assim, pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul têm desenvolvido estudos que são fundamentais para o conhecimento de padrões de variabilidade genética entre e dentro de populações e espécies, para orientar estratégias de conservação genética e de formação de bancos de germoplasma.

A estreita relação entre a conservação dos remanescentes da floresta com araucária e os ervais nativos também deverá estimular pesquisas  para a implementação de práticas conservacionistas nas regiões produtoras de erva mate, combinando, assim, dois objetivos: a proteção da floresta com araucária como banco genético, e a garantia de produção da erva mate.


Pesquisa comprova que rinite piora nos meses de junho e julho

06/06/2009

espirro

Pesquisa divulgada nesta semana durante o XIX Congresso Internacional de Otorrinolaringologia, realizado em São Paulo, comprovou a ideia de que a rinite alérgica piora em junho e julho. A partir da pergunta, “em quais meses os sintomas da rinite atingem o pior nível?”, 33% responderam junho e, 35%, julho. A pesquisa Alergias na América Latina foi feita em oito países da região. Os dados se referem apenas ao Brasil, onde foram ouvidos 285 adultos e 123 crianças no ano passado.

O alergista e otorrinolaringologia do Hospital das Clínicas de São Paulo, João Mello Junior, disse que, nessa época do ano, as pessoas entram mais em contato com os fatores que provocam alergia – principalmente o ácaro. “As roupas de frio ficam guardadas no armário o ano inteiro acumulando poeira. Quando bate o frio, a pessoa tem de usá-los e acaba se expondo”, diz Mello Junior.

Um segundo motivo é que, no frio, as pessoas tendem a ficar mais em locais fechados. “Também facilita a contaminação pelo vírus da gripe”, diz Mello Junior. E o terceiro fator é que, nos meses de junho e julho, a umidade cai – aumentando a concentração de poluentes no ar – outro alérgeno. Ele diz que o frio pode aumentar os sintomas – como aumento e escorrimento da secreção nasal – mas não são causa da rinite alérgica. O especialista explica que ninguém é alérgico ao frio. A alergia é a reação exagerada do corpo a agentes como ácaro, poeira, fumaça, insetos ou fungos.

A rinite pode ser sazonal (quando os sintomas aparecem por determinado alérgeno que surge em época específica do ano), ou perene (quando persiste o ano inteiro). No Brasil, cerca de 60% sofrem de rinite sazonal. Segundo a pesquisa, os sintomas que mais incomodam as pessoas são coceira nasal (43%), congestão nasal (cerca de 37%), espirros em série (29%), nariz escorrendo (25%) e coceira nos olhos (22%). Para 39% dos brasileiros, o sintomas são intoleráveis. As informações são do Jornal da Tarde.


Níveis elevados de açúcar no sangue associam-se ao declínio das funções mentais.

06/06/2009

sugarPesquisadores do centro médico da Universidade de Columbia (Nova York, Estados Unidos) suspeitam que níveis elevados de açúcar no sangue (glicemia) podem afetar o giro dentado – uma área do cérebro que participa da formação de memórias – e levar ao declínio das funções mentais.

Um total de 240 voluntários idosos tiveram o seu cérebro mapeado através de ressonância magnética funcional de alta resolução. No exame, os pesquisadores observaram que os indivíduos com altos níveis glicêmicos tinham um menor volume de sangue no giro denteado do cérebro, sinal da redução da atividade local ou que a função metabólica na região estava diminuída.

“A redução do volume de sangue no cérebro pode ser observada mesmo quando os níveis de glicemia no sangue são apenas ligeiramente elevados”, afirmou o principal investigador do estudo, o Dr. Scott Small. A descoberta pode explicar  parte do declínio mental relacionado à idade.

“A capacidade do organismo em controlar a glicemia começa a se deterior na terceira ou quarta década de vida.Mas essa função melhora com a prática de atividade física e uma alimentação adequada”, conclui o Dr. Small.

Fonte:Annals of Neurology(2008).


Trocas que fazem a Diferença

14/05/2009

Refrigerante por suco natural

Orange_juice_1-for-weblg_cocacola_zero_20oz

A fórmula dos refrigerantes comuns leva basicamente água carbonada e açucar. Resultado: eles são pobres em nutrientes e bastante calóricos — por nao conterem acucar, os tipos diet e light tem menos calorias, mas também não alimentam. Já um copo de suco, alem do gosto bom das frutas, transborda vitaminas — ingredientes importantes para o metabolismo e para a prevenção de diversos males, como câncer e cardiovasculares.

NUTRIENTES NO COPO

Refrigerante de Laranja (1 copo)

Suco de Laranja (1 copo)

Energia

108 cal

89 cal

Vitamina C

2 mg

99,4 mg

Vitamina A

0

40,2 mcg

Potássio

0

398 mg

Magnésio

0

21,6 mg

Fósforo

12 mg

33,6 mg

Suco pela fruta fresca

frutas

No lanche da tarde muita gente costuma tomar um copo de suco natural. Sem duvida um ótimo habito, pois as frutas são riquíssimas em vitaminas e minerais. No entanto, durante o preparo perdem-se alguns desses nutrientes. A ação da luz, do oxigênio do ar e da temperatura oxida certas vitaminas, diminuindo seu teor no copo. Além disso, ao descascar a maça ou a pêra, por exemplo, e coar o líquido, elimina-se também boa parte das fibras. Daí, trocar a bebida pela própria fruta é uma boa pedida para garantir um lanche ainda mais nutritivo.

Arroz comum por arroz integral

arroz integral

Essa é mais uma boa medida para quem quer aumentar o aporte de fibras na dieta. O arroz do dia-a-dia —o agulhinha — perde nutrientes ao livrar-se de sua casca. O integral, que conserva o farelo do grão, além de rico em fibras, garante mais vitaminas e minerais.

arroz nutrientes

Pão de forma por integral

pao de forma integral

O primeiro é pobre em fibras, uma fatia fornece apenas 0,7 grama do ingrediente e leva sal além da conta. O integral, além de ser menos salgado, tem quase cinco vezes mais fibras, 3,45 gramas por fatia. Uma bela ajuda, diga-se, pois segundo os nutricionistas o consumo diário desse ingrediente deve ser entre 20 e 30 gramas. Só assim o intestino trabalha numa boa.


Pilulas Naturais para Emagrecer

30/01/2009

Remédio para tirar fome?
Só mesmo se o seu médico
fizer questão. Para dar uma força na sua dieta, a pedida é apostar nas novas substâncias naturais que ajudam a queimar os excessos mais rapidinho, sem mexer com o seu equilíbrio.

   

 

pilulas

Você está firme na dieta e nos exercícios, mas os resultados estão custando a aparecer… Não desanime. Substâncias extraídas da natureza podem, sim, dar um empurrãozinho. Cinco delas, já vendidas em pílulas, estão sendo prescritas com sucesso por médicos que adotam a fitoterapia como coadjuvante na perda de peso. Elas têm efeito parecido aos da nova geração de medicamentos alopáticos, que aceleram o metabolismo ou reduzem a absorção de gordura ou de carboidrato sem interferir no sistema nervoso central. “A vantagem das substâncias naturais é agir de maneira suave, respeitando o funcionamento do corpo”, explica a médica homeopata Marcia Jablonka Kelman, de São Paulo (SP).
Mas nem pense em se automedicar. “Doses erradas podem causar efeitos colaterais perigosos ou simplesmente não funcionar”, alerta Luiz Antonio Batista da Costa, presidente da Associação Médica Brasileira de Fitomedicina (Sobrafito), regional Sul. Em alguns casos, o profissional pode combinar até três dessas substâncias numa mesma fórmula para que o tratamento tenha sucesso, além de prescrever suplementações para que as substâncias atuem sem qualquer prejuízo à sua saúde. “Algumas impedem, por exemplo, que o corpo absorva as vitaminas lipossolúveis, como as A, E e D. E isso precisa ser compensado”, diz Marcia. Agora veja as plantas que podem ajudá-la a acelerar o seu projeto curvas.

Drible na gordura
Você sabe que precisa reduzir o consumo de gordura para perder os quilinhos extras, mas não adianta: as frituras, os queijos amarelos e os embutidos continuam fazendo parte do seu cardápio. O extrato seco do fruto da Cassia nomame, também conhecido por casiolamin, pode diminuir o “peso” desses alimentos. “Ele inibe a ação da enzima lipase, responsável pela digestão da gordura, que, impedida de ser absorvida pelo corpo, é eliminada”, explica Luiz Antonio. Em estudo da Universidade Okahama, no Japão, a casiolamin se mostrou capaz de reduzir em 30% a absorção da gordura ingerida, favorecendo
o emagrecimento. “O extrato é indicado principalmente para quem precisa perder peso e ao mesmo tempo baixar os níveis de colesterol ruim”, diz o médico.

Menos gordura e mais músculo
A fim de emagrecer e ficar fortinha? O piruvato de cálcio, extraído de frutas e legumes, pode ajudar. De acordo com estudo feito no Centro Médico da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, essa substância estimula a queima de gordura. “Esse processo gera energia e a garota tem mais disposição para malhar”, afirma Marcia. E, pegando firme nos exercícios com sobrecarga, os músculos aparecem mais rápido. “Mas essa substância deve ser usada com cuidado para não ter efeito contrário. Consumida de maneira errada ou indiscriminada pode aumentar o apetite”, alerta a médica.

Metabolismo acelerado
O chá verde, extraído da planta Camellia sinensis, emagrece. Sim, além de prevenir diversos tipos de câncer, diminuir o colesterol, proteger os pulmões e os neurônios e retardar o envelhecimento, a erva faz o corpo queimar 5% a mais de calorias. “Isso se deve aos polifenóis e à cafeína presentes na composição”, diz o farmacêutico Carlos Muniz de Souza, representante da Sociedade Brasileira de Farmacognosia, regional Sudeste. Essa erva ainda
tem propriedades que garantem a regularização das funções digestivas, reduzindo a incidência de prisão de ventre, gases e digestão lenta. Por isso, o apetite diminui e o peso também.

Queima de estoques
Metabolismo lento e má digestão são sintomas que ameaçam o resultado de qualquer dieta. O Citrus aurantium, ou Advantra Z, obtido da laranja amarga, pode agitar o ritmo do seu organismo. “Estudos clínicos mostraram que componentes da fruta aceleram o metabolismo, promovendo uma maior queima de calorias e, conseqüentemente, dos estoques de gordura”, explica Marcia Kelman. Quem faz exercício pode se beneficiar em dobro: além da queima de gordura gerar mais energia, o Citrus estimula a liberação de adrenalina. Com todo esse pique, você melhora a performance e ganha mais massa magra, claro, desde que seu treino inclua sessões de musculação. “Apesar de ter uma ação próxima à da efedrina (Ephedra sinica, também conhecida como Ma Huang) – proibida por acelerar os batimentos cardíacos e a pressão arterial, aumentando o risco de insônia, nervosismo, infarto e derrame –, o Citrus é mais seguro. Ele se liga a receptores encontrados
no tecido gorduroso, ativando o metabolismo e a queima de gordura sem interferir no sistema cardiovascular”, garante a médica. Outra explicação para a substância ajudar a definir a musculatura, é deixar os aminoácidos mais acessíveis para a formação da proteína — indispensável para a construção e manutenção dos músculos. “O Citrus aurantium também tem propriedade digestiva, melhorando a absorção dos nutrientes e protegendo o estômago”, afirma Carlos Muniz.

 

Artigo Revista Saude

 

 


Hello world!

30/01/2009

Welcome to WordPress.com. This is your first post. Edit or delete it and start blogging!


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.